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Empresas apostam em laboratórios de inovação para acelerar projetos

Equipe reduzida e novas metodologias são a ponte de empresas tradicionais para o digital.

São Paulo – Reinventar-se custa caro. Empresas tradicionais das mais diversas áreas se veem em meio à necessidade de transferir toda a expertise gerada ao longo de décadas de história para o meio digital, e muitas vezes a tarefa não é nada fácil. A transformação constante e intensa do setor tecnológico e o crescimento das nativas digitais pressionam as companhias para que criem novidades sem perder a qualidade adquirida com o passar do tempo.

Para solucionar o desafio, empresas têm investido na criação de laboratórios de inovação. Setores como aviação, telefonia e bancos veem nos espaços uma maneira de conduzir uma transição menos agressiva e mais controlada a um ambiente totalmente digital, onde é possível apostar em projetos arriscados e obter agilizar o processo de aprovação e implementação das ideias.

Debate interno para adoção do modelo

Cada empresa tem sua visão sobre qual é a melhor maneira de migrar para o ambiente digital. O modelo de laboratório de inovação, geralmente composto por um espaço modernizado que oferece condições às equipes para que se organizem em grupos menores voltados à resolução rápida de um problema ou ao desenvolvimento de uma ideia a ser testada, é visto como alternativa em empresas robustas e de funcionamento complexo. Esse tipo de empresa costuma levar um tempo considerável para completar o ciclo de desenvolvimento de projetos e lançá-los no mercado.

Embora seja visto com otimismo, o modelo pode precisar se provar eficiente para que a empresa resolva, de fato, investir em desenvolvê-lo. “É difícil chegar para uma empresa e aprovar um recurso grande que demanda um investimento em infraestrutura, construir fisicamente alguma coisa, colocar as pessoas para trabalhar ali, tudo isso leva tempo e dinheiro”, afirma Ricardo Sanfelice, vice-presidente de Estratégia Digital e Inovação na Telefonica Vivo, a EXAME. “Por isso, decidimos começar pequeno, e adotamos o modelo usado pelas startups. Pegamos um canto de um andar, mais ou menos 20% de espaço, e começamos a trabalhar em projetos com abordagens inovadoras, como Design Thinking, metodologia Ágil etc.”

Sanfelice coordena o Vivo Digital Labs, que entrou em atividade em 2018, após dois anos de planejamento, e tem como foco aprimorar o relacionamento com os clientes. De início, a equipe do laboratório era de cerca de 20 pessoas. Em três meses, passou para quase 100 pessoas, que trabalhavam com um infraestrutura “improvisada”. Conforme os resultados eram apresentados, a ideia ganhou confiança e investimento e a equipe ganhou um andar inteiro na empresa para construir o espaço, e hoje conta com 280 integrantes.

Já a Gol levou um ano e um mês para lançar o GOLlabs, desde o estudo do tema até a implementação do modelo atual, feita em junho de 2018. Paulo Palaia, diretor de TI da Gol e da GOLlabs, conta em entrevista que o laboratório tem atuação paralela com o setor tradicional de TI da empresa, oferecendo maior agilidade no desenvolvimento das ideias. “A GOLlabs faz a ideação, desenvolve o MVP (“produto mínimo viável”, em português) e cria o protótipo para ser testado. Validado o projeto, o crescimento e a escala (implantação para os clientes ou aeroportos) são delegadas ao setor de TI”, explica.

Com essa divisão, o laboratório pode permanecer focado em performance e produtividade. “Se deixarmos as etapas de crescimento e escala dentro do laboratório, daqui a uns anos, a equipe estará cuidando de legado, e isso não pode acontecer”, diz Palaia.



Saiba mais em:

Exame. Empresas apostam em laboratórios de inovação para acelerar projetos". Disponível em:  <https://exame.abril.com.br/tecnologia/>


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